E daí que eu estou doente e cada vez que eu começo a tossir parece que eu vou ter um ataque? Tem gente por aí com câncer que vive sorrindo, tem gente com doenças genéticas que vive de um jeto completamente normal. E daí que vão ter milhares de shows esse ano e eu provavelmente não vou em nenhum? Tem gente por aí que não tem acesso a música, aos cds, ao ipod, ao dvd. E daí que eu não quero descer porque tem visitas em casa? Tem mais gente lá, e talvez eu não seja tão importante assim. E daí que o "amor da minha vida" tem namorada, nem sabe que eu existo e está a uns 10 mil km? Entre essas seis bilhões de pessoas, há alguém mais especial pra mim, e eu vou achar essa pessoa. E daí que eu não estou onde quero estar? Pelo menos eu estou aqui. Saudável, inteira, confortável, amada. O que eu quero dizer é, por que só às vezes a gente pensa nessas coisas, quando elas deveriam estar em nossos pensamentos sempre? É até engraçado pensar nisso, porque você consegue ver como se prende às coisas pequenas. Minha dica é que nem aquela história sobre o pote de vidro... se você tem um pote e quer colocar coisas dentro dele, comece pela pedra grande... pelas médias... pelas pequenas... e no fim, pela areia... Nossa vida tem que ser assim. Primeiro as pedras grandes, sempre.
Essa foi uma péssima metáfora, mas eu ainda não sei quais são as minhas pedras.