paperandpeach ∞
8.3.12
and I'm gonna make you proud.
No fundo do peito, havia a exclamação insistente do sucesso: abram alas! Aqui vem uma realizadora de sonhos!, queria gritar. E no entanto eu era mais uma passante na rua, mesclada no cinza do asfalto e tão cheia de cores quanto todos na calçada. Se em cada um houvesse uma pequena insígnia pendurada - a mais recente realização, um novo sonho, um novo amor - talvez o mundo aprendesse a sorrir de volta. Sorrir para o interior que aparenta seriedade. E então me diga a razão de escondermos todos o que faz brilhar; o que faz a luz do sol daquele quase fim de tarde parecer o holofote perfeito para uma história de cinema. Eu queria me virar e agarrar as mãos da senhora sentada perto de mim: eu consegui! Eu vou ser feliz! Eu vou ser feliz? E agora, com o que sonhar? Sonhar! Sonhar com qualquer coisa! E você? Com o que sonha? Com o quê? - mas guardei minha vontade de novo no fundo do peito, tentando amenizar o brado do alcançado. Porque vivemos num mundo que nos ensina a guardar o que é bom, e expressar o que não é. Eu discordo. E canto minha alegria em tom alto, ainda que desafinado, para aqueles que também tem um sonho. Eu quero, eu posso. Eu vou.
10.1.12
é difícil esticar as asas quando se passou a vida na gaiola
Eu não vejo a hora de botar meus pés na imensidão do mundo e saboreá-lo, em quase todas as suas formas, ou pelo menos aquelas que estiverem ao alcance dos meus ansiosos olhos. E viajar e ver e procurar e achar. Quero fazer do mundo a minha gaiola, e desafiar limites que nem ao mesmo conheço. Que farei sempre no mesmo lugar, onde o conforto do conhecido só me traz a mesmice?, quando posso partir rumo ao diferente e talvez me achar na esquina de algum lugar, em outro país. Ou achar a rota de volta para de onde venho, quem sabe, desta vez com a bagagem necessária para amontoalhar minhas montanhas...
Pudera eu encher minha casinha de balões e partir com ela nas costas, com nada mais que uma boa câmera fotográfica e um álbum em minhas mãos. E saber dizer ao mundo no seu próprio idioma: olá, como vai, tudo bem?.
Não como um pássaro, mas como a liberdade em si. Minhas asas? Minha imaginação.
Pudera eu encher minha casinha de balões e partir com ela nas costas, com nada mais que uma boa câmera fotográfica e um álbum em minhas mãos. E saber dizer ao mundo no seu próprio idioma: olá, como vai, tudo bem?.
Não como um pássaro, mas como a liberdade em si. Minhas asas? Minha imaginação.
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