2.6.08

Já vou avisar que esse post é um desabafo, daqueles que ninguém aguenta ouvir, então você realmente não precisa ler se não quiser, principalmente se não liga pra McFly, Inglaterra, intercâmbio etc.
Eu juro que já tentei de todo jeito me desligar. Fingir que eu não me importava, ficar fria por saber que algum dia (veja bem: algum dia) eu chegaria lá, falar que eles são uns babacas e eu sou mais ainda por ficar assim. Cara, se eu pudesse voltar no tempo... Acho que a partir daqui só alguns vão me entender. Não se trata de gostar de uma banda, e sim de amar a banda e cada um de seus integrantes como se fosse aquele cara que você conhece desde pequena e amou desde pequena. Começou com uma musica aqui, uma ali, uns vídeos. Doce época em que eu não sabia nem diferenciar as vozes. Por que eu não parei ali e impedi que esse sentimento me dominasse? Claro que eu não imaginava a proporção que isso tomaria. Eu sempre fui fria em relação a isso e qualquer um via - banda pra mim era só a música, pronto.
Acho que vou passar o resto da vida me perguntando como eu fiquei desse jeito. Não é gostar nem idolatrar, é amar, e eu sei disso porque... eu sei, tá aqui dentro e cada um sabe bem o que sente. Me sinto ridícula postando isso pra qualquer um ver mas tem hora que aperta aqui dentro e eu tenho que soltar pelo menos um pouco dessa frustração e dessa raiva que eu tenho carregado comigo por meses e meses, talvez até anos, sem saber. Todo, todo dia eu acordo pensando neles, todo o tempo que estou acordada estou pensando neles e eu vou dormir pensando neles, olhando o pôster na parede, a foto no mural e na telinha do celular. Passou do limite do saudável e, quando eu achei que tinha parado, voltou a crescer e ocupar mais da metade de um "coração" que achei que nem tinha. Depois deles, nenhum menino tem graça, nenhuma música soa tão bem e nenhuma voz chega a ser bonita. Gasto todos os dias pensando nisso e consequentemente no meu intercâmbio, que eu sei que vai ser na Inglaterra. Eu sinto. Eu mudei de opinião por causa deles! Foi como se o sotaque bonito e as fotos em Londres despertassem um bichinho vermelho e branco que grita "inglaterra! inglaterra!" me incomodando todo dia e ficando atrás da minha orelha, nos meus dedos quando eu toco guitarra, nos meus olhos quando eu leio e na minha boca quando eu emito qualquer som. Doentio é uma palavra boa para isso tudo mas eu não quero admitir que sou doente por algo que "não existe", por pessoas que eu nunca toquei, nunca abracei, nunca beijei. E paixão platônica é o caralho. Se isso é platônico, o que é o amor de verdade então? Chorar todo dia e ameaçar se matar se não pisar na terra da Rainha nas próximas doze horas? Tenho medo de chegar a esse ponto, embora saiba que eu posso me controlar. Tenho medo de fazer a escolha errada por causa desse bichinho inglês e acabar ferrando o que eu poderia construir. E isso não é o que me deixa mais frustrada! O que me frustra é abrir o orkut e ver fotos de pessoas que nasceram mergulhadas no dinheiro, moram em Londres e já viram esses meninos dos meus sonhos quatro, cinco vezes. Enquanto para elas isso é normal, pra mim é uma questão de vida! Alguém consegue perceber o quão imbecil isso é? Não faz sentido, não é racional, não é real. Juro que tento viver a vida normalmente mas qualquer pensamento meu tem alguma ponta de daniel, thomas, harry, dougie, inglaterra, intercâmbio, inglês, guitarra, música bem no meio. Eu queria me libertar disso logo porém parece que a cada dia eu me prendo mais, e sofro mais por não saber mais separar o saudável do destrutível, por ainda ter esperanças de algo que, vamos encarar, é impossível. Por mais que eu comece a dançar em festas, ir em matinês, conhecer dez meninos lindos, ouvir outras bandas, não sei... Quando isso vai parar, se vai chegar a parar? Sinceramente acredito que preciso de um psicólogo ou uma boa dose de realidade. E juro que não vou xingar quem me chamar de louca. Até porque esse post enorme não tirou metade da minha frustração e não mostrou quase nada do que eu guardo aqui dentro.