24.8.08

and i'll love you until the day i die

Ah, não acredito, estou chorando LITROS! Como pode?! Ou eu estou numa séria TPM, ou meus nervos foram cruelmente massacrados pelos acontecimentos recentes. Nunca chorei numa fic, e eu estou com lágrimas nos olhos!! Céus, quem sou eu e o que eu fiz com a Luana?!?!



"- Sinto-me estúpido. - ele disse, com um bobo sorriso no rosto. - Sabe, Luana, eu achava que eram só cócegas no coração o que eu sentia por você. Que três dias depois eu esqueceria o seu sorrisinho idiota. - Harry sorriu brevemente. - Mas passaram-se três dias, três noites, três semanas, meses, anos... e você se recusa a deixar meus sonhos. O cheiro da sua pele insiste em me entorpecer. Ele continua lá. Está impregnado nos meus lençóis. Eu tentei lavá-los, mandei pra mil e uma lavanderias, mas advinha? Ele continua lá. Ele é quase tão teimoso quanto você! - Harry sorri, e enxuga as poucas lágrimas que rolam. - Sabe, uma vez meu pai disse que homens não têm sentimentos. Eles apenas usam a palavra “amor” para machucarem. Usam como desculpa pra que não se sintam sozinhos, pra que tenham com quem dormir à noite. Eu me sinto sozinho, Luana, tão sozinho... Sinto falta de poder dormir abraçado com você, sinto falta de te aquecer. - ele mordeu os lábios. As lágrimas já rolavam livremente pelo seu rosto vermelho. - Há dias que eu acordo na esperança de ver seu corpo jogado em minha cama, há dias que rezo pra que você apareça na minha cozinha pra me ver dançando backstreet boys, enquanto eu lhe preparo o café... - ele riu suavemente. - Sou estúpido mesmo. Eu nunca amei, Luana. Eu nunca amei... por isso me assustava estar apaixonado por você. Por isso eu me dizia sempre que era tudo uma mentira. Era verdade. Eu não menti quando disse que te amava, quando disse que tinha caído numa cilada ao me apaixonar. Mas era tarde demais. Meus pulsos estavam sangrando há três dias, numa tentativa inútil e frustrada de te pedir perdão pessoalmente. Meus antidepressivos acabaram há uma semana. Droga! Por que o amor tem que ser tão doloroso?! Como era pra você, meu amor? - ele passou os dedos novamente pela lápide, como se pudesse tocá-la. - Doía muito? Me dói tanto... machuca tanto... - ele tirou, rápido, a mão da lápide. Como se desse choque. - Eu não deveria poder te tocar. Eu fui tão baixo, tão sujo... Você morreu acreditando numa imensa mentira. Queria tanto que você pudesse me ouvir. Você pode me ouvir? Pode me perdoar? Me perdoe..."

(ignorem o post sem sentido)