Acabei de postar aqui, mas resolvi apagar. Quero escrever e não consigo. Será que é porque são duas e meia da manhã? Ou será que meus AVCs estão deixando sequelas?
Não, eu vou escrever. Ou sai agora, ou não sai nunca (?).
Pessoas que reclamam demais definitivamente me tiram do sério. Me irritam por acharem que são as únicas. Elas acham que são exclusivas, e vivem numa bolha perfeita onde o resto do mundo não tem a mesma visão que elas têm, e nem tem o direito de ter um olhar assim. Pessoas que reclamam demais se sentem exclusivas e injustiçadas - não é assim que funciona. E essas pessoas geralmente são aquelas que criticam os outros justamente por acharem que só elas podem reclamar.
Pra não fazer algo muito implícito, darei o meu exemplo. Em 2007, minha avó teve câncer. Um tumor no cérebro. Toda vez que eu chegava em casa, perguntava dela. Quando havia um telefonema da Bahia, meu coração disparava. Eu vi meu próprio pai, um homem forte e meu exemplo de vida, chorar no meu ombro. Minha irmã voltou de um intercâmbio, que era o sonho dela, para poder dar apoio a vovó. Como se não bastasse, em agosto, minha Susi morreu - na minha frente. Envenenada. Em novembro, no meu aniversário, minha avó me ligou e as únicas palavras que ela conseguiu pronunciar foram "eu te amo". Foi o ano em que eu mais chorei na minha vida toda. Eu vivia triste, o tempo todo, e já tinha me acostumado. Eu não perguntava mais a Deus por que tudo aquilo estava acontecendo. Não achava mais injusto... só tinha acontecido.
Passamos o ano novo na praia, e derrubamos algumas muitas lágrimas. Em fevereiro, ela morreu. Na manhã em que minha irmã me falou "Luana, a vovó foi pro céu", minha amiga ligou e falou "fiquei com dois meninos!" toda animada. Eu não gritei com ela. Eu não a odiei naquele momento. Eu estava e não estava chorando - era como se as lágrimas estivessem congeladas em meus olhos - porque eu sabia que aquilo acabaria sendo melhor. Eu não reclamei, nem por um segundo. Eu nunca descontei em alguém. Eu não me fechei para o mundo, me achando a pobrezinha, e nem comecei a reclamar do resto das pessoas. Desde então, minha vida tem sido melhor. 2008 está sendo um ano bom, um ano feliz. Mas sempre temos as pessoas que acham o contrário, estão afundando e querem te levar junto. Olhar torto pra quê?! Descontar seus problemas nos amigos por quê? Achar que você é o centro do mundo pra quem? Pelo amor de Deus, achar que é a pessoa mais sofrida da Terra por quê??? Seja especial por fazer algo especial, não por reclamar. Seja especial positivamente, seja lembrado por ser alegre! Aceite novas amizades, conheça as pessoas antes de falar, e, principalmente, não critique o lado que você não conhece. Somos seis bilhões e lá vai bolinha, então acredite, você não é tão exclusivo assim. Seguir a modinha não te faz especial (vide givemeacoffee.blogspot.com (merchan)). Brilhe, e não roube o brilho de alguma outra coisa!
Eu não me acho mais legal por ter passado por coisas ruins com a cabeça levantada. Eu me acho uma pessoa normal. Eu não me acho melhor por bens materiais, eu gosto de dividi-los com as pessoas. Eu prefiro chamar a atenção delas sendo positiva, não sendo um buraco negro. Blogs servem, instrumentos musicais servem, roupas servem, qualquer coisa que não seja "eu sou o cu do mundo" serve. É por isso que você tem amigos. Você não os fez sendo antipático, mesquinho, fresco, dramático e fechado para o mundo, certo? Aloka!
Randomica. Ainda bem que desativei comentários.
(ps. o que eu acho engraçado é que eu me acho mesquinha escrevendo isso =/ ai caramba, por que eu desativei os comentários???)