Quando somos crianças, um de nossos maiores desafios é começar a andar. Somos crianças pequenas, sem o menor senso de equilíbrio, e aquelas pessoas grandonas ficam nos incentivando a largar o apoio das duas mãos. No começo, parece impossível, mas acabamos conseguindo. Algumas pessoas conservam a falta de equilíbrio, mas conseguem andar quase perfeitamente. Então andar fica fácil.
Chegamos na pré-adolescência, na fase do primeiro beijo e do sutiã, e andar volta a ficar difícil. Colocar um pé na frente do outro nunca tinha parecido tão difícil... ainda mais na frente do menino que você gosta, da sua super inimiga ou da professora que te odeia. Você chega na adolescência e acaba perdendo essa vergonha, superando alguns fatos (novamente, alguns carregam traumas que nem psicólogos podem apagar). Andar volta a ficar fácil.
Aí sua professora de física acaba com sua esperança, dizendo que você só consegue andar por causa da força de atrito, ou dos Newtons, ou o que seja. Você começa a se sentir inclinado a nunca mais andar.
Sei lá, eu queria continuar essa reflexão, mas eu não tenho mais nenhum exemplo. Estive pensando nisso hoje, no supermercado. Aliás, eu costumo refletir bastante quando faço compras! Fato completamente inútil, post mais ainda. Só pra não deixar as moscas tomando conta daqui.