27.11.08

can't get over it tonight

Na maioria das vezes, eu tenho a mania de tentar ficar distraída, sem muita coisa para pensar. O fato de que agora eu estou fazendo de tudo para ocupar minha cabeça ao máximo é meio preocupante, porque eu estou tendo sucesso - tirando os momentos em que realmente não há nada pra fazer e eu começo a pensar naquilo que eu só quero deixar pra trás, bem afundado, de preferência atrás de uma parede de vidro, onde eu posso olhar e não me machucar, ou ser machucada. Isso inclui ler livros como Harry Potter e Quando em Roma em apenas um dia, não tirar os olhos da MTV Hits mesmo que a mesma só tenha clipes de rap e bloquear qualquer coisa dolorosa que vem à tona em momentos de fraqueza. O mais irônico é que estou fazendo isso no começo das férias, quando eu não tenho absolutamente nada pra fazer... e ficar com a cabeça ocupada é mais difícil que nunca. Não é consciência pesada - antes fosse! - nem drama exagerado, é apenas uma proteção. Porque eu sei que eu vou sofrer se voltar a sentir. Eu sempre acabo sofrendo quando me meto nessas coisas, o que me faz querer gritar pra não meter o nariz onde eu não sou chamada. Ou melhor, onde eu fui cruelmente puxada, sem capacidade de resistir. Onde eu fui levada. Eu não queria. Eu não fazia questão, porque eu sabia que não havia sido convidada. Me levaram; o que não diminui minha culpa porque de fato eu estava lá, e no final das contas é isso que importa.

Mas parando um pouco com a parte depressiva que não faz muito sentido, estou quase começando minha lista de resoluções para o ano que vem, que vai ser um pouquinho maior que a do ano passado porque eu sei o que eu quero começar, o que eu quero parar e o que vai acontecer sem que eu queira ou não (dá pra ver que eu só controlo metade da minha vida, e olhe lá). Já vai fazer um ano que eu tenho esse blog, e, dando uma olhada nos arquivos, acho que eu não mudei muito. Se eu mudei, que tenha sido para melhor! E, cara, que venha (logo!) 2009.