15.1.09

a rainy ending given to a perfect day

Não dá pra brincar com as palavras "amor" e "verdadeiro" numa frase. Se ele já foi verdadeiro, ele continuará sendo. Se foi sentido ao ponto de parecer infinito e imutável, é assim que ele é, e isso não poderia ser colocado de maneira mais simples. Uma vez escrito, o amor não se apaga. E nós demoramos muito a entender isso. Nós, aliás, que temos sorte de achar algum amor verdadeiro. Pode ser um amigo, um namorado, um irmão, um pai - no mundo de hoje, quantas pessoas movem montanhas simplesmente por amar? Quantas realmente colocam a mão no fogo por alguém? É sim uma bela pergunta retórica, que, fora de contexto, parece extremamente banal. O amor foi banalizado. Não é preciso mais a confiança, o carinho, o sentimento mútuo; a troca de duas ou três palavras parece já permitir que o amor seja verbalizado, quando não é ao menos real. E parece que falar de amor é fácil, fácil como comentar o tempo. Não é. Cada um tem seu próprio tipo de amor, cheio de ramificações, algumas limitações e até características próprias; mas mesmo os amores mais loucos, se examinados na raíz, são o amor. Oito anos ou oitenta, não importa; ingênuo ou experiente, aquece o coração. É bom perceber isso. É bom pensar nele. Eu gosto do meu tipo de amor, do meu amar; eu não amo por acaso, nem momentaneamente. Eu me orgulho de dizer "eu te amo" para alguém, quando realmente o faço; e mesmo não fazendo muito sentido, eu gosto de estar escrevendo sobre ele. Porque eu acabei de perceber que eu tenho, aqui no meu coração, um amor verdadeiro que mesmo maltratado, esquecido e magoado, continua firme e forte, pronto para ser reaquecido. É, tudo que você precisa é amor.