E quando a saudade aperta, e as memórias sufocam? E quando se tem um nó gigantesco entalado bem no meio da garganta, bloqueando também o fluxo entre o coração e o cérebro? E quando ser apertado, sufocado, machucado e esburacado parece não ser o suficiente? E... e quando isso nem é notado? Por que as pessoas não notam gritos silenciosos de saudade, de necessidade, de amor? Por que elas só percebem os gritos de raiva e rancor? É esforço demais preocupar-se também nas horas ruins? Ninguém consegue retribuir um sentimento puro sem ter que apanhar para isso? Por que as pessoas com quem mais nos importamos são exatamente aquelas que estão mais propensas a nos decepcionar? Algum dia vamos aprender a apertar a saudade, e sufocar as memórias, e desfazer o nó criado contra a vontade do nosso coração? Ou será que nem vale a pena?
Será que a única solução é agir como se nunca tivesse existido?