28.6.09

while i'm away i'll write home everyday

Talvez porque não vejamos. Talvez porque não queiramos ver. Independente da razão, sei que temos a incrível capacidade de nos enganar. Enganar nossa cabeça e nosso coração com o que está bem na nossa frente, disfarçando e achando um jeito de tornar a situação favorável. Mas talvez haja uma forma de abrir nossos olhos. E essa forma tem um nome. É apenas uma palavra. Alguém consegue adivinhar?

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Não gosto de ficar ansiosa. Eu fico, e não consigo me controlar - fico elétrica, alegre, sorridente, espalhando pros quatro cantos do mundo, testando a paciência das pessoas e o meu limite de energia - mas realmente não gosto. Quando se espera muito por alguma coisa, a expectativa acaba tomando o lugar da realização em si e tudo acaba por ser menos que o esperado... Dizem muito isso em relação ao amor; às vezes você quer tanto alguém que, quando consegue, parece mais um prêmio de consolação do que um amor realmente. Talvez seja assim com as coisas também. E eu não quero que seja tudo um prêmio de consolação. É a viagem da minha vida, pelo menos por enquanto, e não há nada que possa tirar essa magia... Ou quase nada! Não vejo a hora de ficar completamente longe daqui, sem qualquer meio de comunicação além do telefone cobrando um dólar por minuto, no mundo dos sonhos. Ah, meu Pai, dê-me fôlego! Só mais três dias...