De repente, num dia ensolarado - ou chuvoso - nós ficamos doentes, sem aviso e sem possibilidade de se preparar. Pegamos uma doença grave, que vai se fortalecendo com o tempo, e, embora ela tenha efeitos fortes e perigosos, ela é boa. Gostamos dela. Mesmo com a dor, faz parte de nós, a parte boa. E partímos para achar a cura da nossa doença.
Mas às vezes, muitas vezes, a cura que precisamos é tomada por outra pessoa que talvez seja perfeita para essa cura. Quando nós, simplesmente não somos. E a doença piora, machuca mais, vai para o lado ruim. Nos desesperamos e, quando achamos comprimidos, não olhamos a bula e os tomamos, um atrás do outro, muitas vezes do mesmo remédio, só para nos anestesiar. Procuramos o mais fácil. O que vai curar a dor instantânea.
Mas às vezes, e pouquíssimas vezes, tem um comprimido no fundo da gaveta que é exatamente o que precisamos. É só esticarmos mais a mão, com um pouco mais de paciência, e vamos pegá-lo - e tomá-lo, e aí sim curar a nossa doença e desenvolver a saúde plena. Quando não queremos correr até o comprimido certo, tomamos os errados e pioramos tudo. É assim que acontece.
Não sei como terminar essa metáfora. Na verdade, não ligo muito...
Talvez seja a hora de eu mudar alguns comprimidos de lugar.