14.2.09

and who is the one you're clinging to, instead of me tonight?

(Eu deveria sentir vergonha de ter abandonado o blog por vários e vários dias. Bom, eu me envergonho.)

Algo que deveria ter sido postado, documentado, anotado ou apenas marcado solidamente em algum lugar: chegar numa escola completamente diferente, onde você só conhece uma pessoa, com um uniforme diferente daquele que você usou por dez anos, carregando no ombro uma bolsa florida e listrada - recebendo por isso as piadinhas de "por que uma bolsa maior que você mesma?" - e procurando pela sua sala. Passou tão rápido e tão loucamente que agora, depois de cinco dias, eu não posso nem dizer exatamente como me senti. Foi aliviador, estranho e fez com que meu coração se apertasse de saudades e fosse parar em algum lugar perto do meu fêmur. Depois de alguns dias de aula, comecei a me acostumar com o terror do ensino médio, os professores que dão aulas em cursinhos e faculdades e principalmente meus novos companheiros de classe. Claro, há uns cinco ou seis que eu já conhecia... do jardim de infância. Então reencontrá-los não é exatamente ver seus melhores amigos perdidos; é só ver alguém com quem você dançou na festa de confraternização de 1999. De qualquer forma, é mais do que eu esperava, melhor do que eu merecia e diferente de um jeito bom... é bom. Bom, não ótimo. Porque apesar de gostar da escola, dos professores e das pessoas (que, de tão esquisitas em sua maioria, fazem com que eu me sinta tediosamente normal), elas não são a minha escola, os meus professores, os meus amigos e esquisitos... Só não posso abrir a boca para reclamar. Aí começam a esfregar em minha cara que fui eu quem quis sair, afinal. Não, eu não me arrependo, mas já quero voltar... é nessas horas que eu realmente gosto de ser bipolar! (comentário desnecessário: para quem se interessar, eu saí do COC e fui para o Objetivo) (outro comentário desnecessário: a escola é dividida em três grupos: estranhos, nerds e populares. uma bala para quem adivinhar em que grupinho eu fui aceita).

No mais, hoje a única coisa que eu desejei foi ficar bêbada. Em pleno meio-dia, tudo que eu queria era "sair do ar", para não ter que ver, nem ouvir - ou ver e ouvir, mas esquecer depois. É um modo fraco e covarde de se esquivar, mas eu ando meio maluca ultimamente, então é algo a se considerar. Posso ficar bêbada com tubaína? Posso? Então vou lá tomar meu guaraná de tutti frutti. Contanto que isso faça as pessoas mais suportáveis, eu topo. Aliás... Tenho a impressão de que tudo que elas fazem que eu considero insuportável acaba entrando no meu entendimento. Cada vez que algo me machuca, é como uma vacina - o vírus, ao invés de me atacar, acaba ativando minhas defesas por um longo espaço de tempo. Se eu continuar me machucando desse jeito, vou acabar ficando indestrutível ou algo assim. Vai ser ótimo - o último passo para eu botar em ação meu plano de conquistar o mundo.

Ha! ha!