5.10.09

moving on with the rest of your life starts with goodbye

Às vezes eu queria transformar minha vida num computador gigante e apertar o “Delete” em algumas coisas. Algumas muitas coisas. Queria ter uma lixeira, e descartar o que não é necessário – depois, se for preciso, apagar da lixeira e nunca mais ver aquele arquivo de novo. Deletar pessoas que, quando colocadas na balança do positivo e do negativo, ficaram no vermelho.

Eu queria deletar todas aquelas pessoas que me fazem mais mal do que bem. Diferente das que só fazem mal, são aquelas que ainda me importam. E eu me machuco. Muitas vezes parece que eu caio no chão, ralo o joelho e as mãos e não consigo levantar... E ao invés de me ajudarem, ficam olhando enquanto eu estou aberta, sangrando e chorando, arrumando um jeito de me consolar.

Estou cansada de pessoas que fazem com que eu tropece e me rale no chão. Teoricamente, devemos sempre estar perto de pessoas que nos fazem bem... E parar de insistir naquelas que fazem mal. Tem pessoas que tropeçariam também e se machucariam, mas estariam ali. Só para não me deixar sozinha. Tem aquelas que parariam, e estenderiam a mão para que eu levantasse. As que passariam reto, meu machucado não fazendo diferença alguma. E as que veriam, as que poderiam me consolar, mas dão uma olhada e saem andando.

Desse último tipo de pessoas, eu já estou farta. Eu não sou um robô. Um computador, tampouco. Eu sou feita de osso, carne, pele, cérebro e coração – o conjunto todo. Apesar de tudo que faço para esconder, eu também tenho sentimentos. Quando eu caio no chão, me machuco. Quando brinco com fogo, me queimo. Quando mergulho em algo fundo demais para mim, me afogo. É assim que tem que ser. É assim que é. Se o ruim já faz parte da minha vida – felizmente, pois só assim eu sei o que é bom – isso quer dizer que eu não preciso de mais disso. É hora de cortar o mal pela raiz.

Chega. Eu cansei.