"Saudade pode não ter tradução para outras línguas, mas tem explicação. A saudade machuca, pesa, corrói tudo por dentro, e não se deixa ser controlada pelo coração. É a saudade que me move nos últimos dias...
Me lembro bem de quando eu era pequena, caía de bicicleta e me machucava toda. Essa dor é uma dor na carne, uma dor que com curativos é melhorada... Mas a dor que eu sinto agora é aquela que faz as horas pararem, faz o tempo fluir de modo anormal - os pensamentos não se encontram, o corpo se incomoda, o amor toma conta - e essa é uma dor chamada de dor do amor. Para mim, é mais que isso. É um doer que lateja na cabeça, e se impregna na alma de tal maneira que a morte se torna desejável por não haver meios menos piores de se adaptar à esse machucado...
Essa é a saudade. É o peso do mundo esmagando um pequeno ser. É a saudade da única pessoa com quem realmente me importo nesse mundo, a pessoa pela qual eu largo tudo e que faria a

vida valer a pena se eu nada mais tivesse. Desisti de sonhos, pensamentos e planos para poder viver com ela, pra poder ficar com ela - mudei meu jeito de ser, meu jeito de agir, meu modo de pensar - tudo por ela. E quando estamos separados, mesmo ela morando à poucos metros da minha casa, me bate um arrependimento. Não pelo tempo que passamos juntos, e sim de não ter dito mais um 'eu te amo', ou mais um 'fica comigo pra sempre?'. Me arrependo de menos um beijo, de um momento, um olhar... E sinto vontade de largar tudo. Casa, comida, lazer, viagens, prazeres, tudo para correr até a porta dessa pessoa e gritar um "eu te amo" com todas as minhas forças, para que ela viesse correndo só para me abraçar mais uma vez, e acabar com a saudade que agora domina meus pensamentos."
(Esse texto é uma adaptação de W.G. - pensamentos compartilhados, situações parecidas, um post meio "conjunto". obrigada :)