Como eu queria sorrir e, nesse sorriso, dizer que você apareceu para mudar minha vida. Queria te abraçar, te beijar, te apertar, te ter comigo. Queria encostar nossos narizes e soltar uma risada. Queria que você me jogasse na piscina quando eu não quisesse entrar, que você passasse sorvete no meu rosto só para me irritar, queria que você me segurasse como se eu fosse a sua garota preferida no mundo. Queria te zombar quando você estivesse com seus amigos, queria que você escolhesse sua camisa que eu mais gosto para sair, queria andar na praia segurando sua mão. Queria sentir saudades mesmo com você perto. Queria passar noites em claro contando histórias um para o outro, queria tocar para você a nossa música, queria que você me elogiasse sem motivo. Queria pegar sua blusa emprestada pra ter seu perfume comigo.
Eu queria você. Eu quero. E eu sempre vou querer. É você que me completa, que me rouba os pensamentos, que me abre um sorriso de repente, que aquece meu coração. Sem motivo, sem razão e sem explicação. Entre tantas pessoas, tantos amores, eu escolhi você. E você... você me escolheu. Você, entre tantas pessoas, tantos amores, me escolheu, me seguiu, me conseguiu, e me segurou. Agora, o que me resta é a distância que nos separa. Às vezes eu me pergunto se tanta crueldade é humana; essa distância é, sim, cruel. Ela é aliada da saudade. Ela denigre, atrapalha, confunde, deslaça. Mas talvez seja um presente de Deus. Talvez ela exista para nos mostrar o quanto precisamos um do outro e o valor que devemos dar a tal sentimento. Se você quer saber, ela me ensinou muito... Continua ensinando. Não tentei superá-la, só entendê-la. E foi isso que ela me mostrou. Se isso é amor? Não sei. Não sei classificar sentimentos. Só sei que, entre sonhos e desejos, presentes e ganhos, necessidades e luxúrias, a única coisa da qual eu preciso é saber que você existe, e que eu ainda posso te encontrar...