10.1.12

é difícil esticar as asas quando se passou a vida na gaiola

Eu não vejo a hora de botar meus pés na imensidão do mundo e saboreá-lo, em quase todas as suas formas, ou pelo menos aquelas que estiverem ao alcance dos meus ansiosos olhos. E viajar e ver e procurar e achar. Quero fazer do mundo a minha gaiola, e desafiar limites que nem ao mesmo conheço. Que farei sempre no mesmo lugar, onde o conforto do conhecido só me traz a mesmice?, quando posso partir rumo ao diferente e talvez me achar na esquina de algum lugar, em outro país. Ou achar a rota de volta para de onde venho, quem sabe, desta vez com a bagagem necessária para amontoalhar minhas montanhas...
Pudera eu encher minha casinha de balões e partir com ela nas costas, com nada mais que uma boa câmera fotográfica e um álbum em minhas mãos. E saber dizer ao mundo no seu próprio idioma: olá, como vai, tudo bem?.
Não como um pássaro, mas como a liberdade em si. Minhas asas? Minha imaginação.